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PSICONS
Geraldo dos Santos Sarti
IPPP - ABRAP - Julho/2008
Original de novembro de 1982
3° CONGRESSO NACIONAL DE
PARAPSICOLOGIA E PSICOTRÔNICA
INTRODUÇÃO
Este trabalho representa nosso
primeiro esforço, pós 3º CNPP de desenvolvimento do tema
por nós lá apresentado. Gostaríamos de dar relevo
ao fato de que as teses de Horta Santos, Guarino e a
minha, todas do Instituto de Parapsicologia do Rio de
Janeiro, possuem muitos pontos em comum, embora difiram
formalmente. Guarino enfatizou as ligações, com a
parapsicologia, do comportamento de funções de onda
distintas, representantes do estado dinâmico de dois
grupos de partículas não interatuantes entre si (os
grupos) porém com a medida efetuada num dos grupos
influenciando o resultado obtido pela função de onda do
outro grupo. Esse aspecto é também levantado por
Einstein, como uma tentativa de golpe mortal na Física
Quântica, conforme lê-se em suas "Notas
Autobiográficas": "Só se pode escapar a essa
conclusão pressupondo que a medida de S1
altera o estado real de S2
"telepaticamente", ou negando completamente que
entidades espacialmente separadas possuam estados reais
independentes. As duas alternativas me parecem
totalmente inaceitáveis". Guarino conclui que,
assim como um dos grupos reconheceu a mudança de estado
do outro, o conjunto está insofismavelmente
interrelacionado de alguma forma não física e, em
decorrência, tudo que existe deverá possuir uma forma de
consciência, que se integra a um domínio informacional,
elemento não físico antes aludido.
A tese de Horta Santos vai à premissa
básica da Física Quântica, criando relevo ao insólito
dado quântico que permite a um eletron excitado, por
exemplo, em Ψ (2, 1, 0) transitar para o nível
fundamental descrito pela função de onda Ψ (1, 1, 0),
sem que trajetória ou tempo, nesse caso, possuam
qualquer significado abrangido pela física atual.
O máximo a ser feito é considerar-se um estado misturado
entre os estados inicial e final. Nesse caso, a
característica discreta da Física Quântica deixaria de
existir pois não há uma função de onda que descreva o
"estado misto". Em todo caso, para um átomo de
hidrogênio, a taxa de transição é dada na emissão
espontânea por

onde

sendo
o
momento de dipolo elétrico. Como

e

onde

Introduzindo este resultado na taxa de transição,
obtém-se um tempo de vida do estado
misto da ordem de 10-8
a 10-14s.
O raio da menor órbita, n = 1 é de 0,5
Å.
Para n = 2, 2Å;
a diferença é de 1,5
Å
ou 1,5 x 10-12m.
Obviamente, se calculássemos uma trajetória, teríamos
uma velocidade de 1,5 x 10-12/10-12
«
1 m/s
muito aquém da velocidade da luz, portanto nada
significativo, mesmo se o cálculo procedesse.
Horta Santos chama
a atenção justamente para a fase transicional, "não
mista", na qual a partícula está gravada em um domínio
informacional, "retornando" à realidade física no seu
estado fundamental. Ora, isso ocorre em processos
físicos comuns (lâmpada, p.ex.), com incrível
constância, sendo pois de se admirar que o metafanismo
macroscópico não ocorra sempre. Possivelmente, o
metafanismo macroscópico ocorre dentro do cálculo das
probabilidades, sendo portanto raro que os metafanismos
quânticos aconteçam ao mesmo tempo em um corpo
macroscópico (este adendo é nosso). Horta Santos
também admite, como Guarino, a existência de um domínio
informacional povoado de uma superconsciência universal,
sendo de certa forma similar à proposição do fator
formal arquetipal de Jung, embora fundamentalmente
original.
De nossa parte,
foi proposta uma partícula de massa imaginária, o
psicon, que viaja a velocidades superiores à da luz.
Por ser indetectável, sem significado físico, como
veremos neste trabalho, pode ser assimilada a um quantum
de informação. Os psicons movem-se num
espaço-tempo imaginário, podendo ser o substrato do
pensamento e do fenômeno ESP. É proposta para eles
a cosmogonia da matéria real, sendo também provavelmente
responsáveis por PK ou encurvamento forte do
espaço-tempo reais em regiões muito localizadas do
universo. Nesse caso possuiriam uma representação
física, ondas planas do tipo ei (kx -
wt),
por exemplo. Supondo-se a fase
, teremos
onde
obviamente
é
a velocidade de fase da onda vf. Se
supomos vf = c (luz), então

Considerando-se
que o tensor métrico gik seja tal que assuma
aproximadamente os valores de Galileu,

a correção
devida à gravitação, hik, será tal que:
.
Os símbolos de Christoffel

tornam-se:
,
enquanto o tensor
de Riemann,
,
desprezadas as
potências de ordem superior a 1, torna-se, restando para
h:

Contraindo para o
tensor de Ricci,

obteremos:

.
Os três primeiros
termos igualam-se a zero se
,
onde

representa diferencial
do movimento na direção xk.
A equação restante é
hik
= - 2Rik onde
=
,
sendo
µ
= 1, 2, 3. No espaço vazio Rik
= 0 (Einstein) logo
hik
= 0, o que implica em que a onda gravitacional mova-se à
velocidade da luz.
É sabido que antes ou
depois da onda, o espaço é plano. Porém, se na
onda exemplificada antes, vf > c, o resultado
hik
= 0 permanecerá já que vf seria constante não
alterando a solução, ou, o que é mesmo,
ψ
= 0 mesmo para funções ondulatórias com velocidade
superior à luz. Observemos todavia que à onda
gravitacional não corresponde partícula conhecida
(suposto gráviton). O psicon poderia desempenhar
esse papel no encurvamento psicocinético com epicentro
de carga neurótica, talvez dirigida.
Fechando-se o parênteses aberto para
o papel da onda psicônica no fenômeno PK, terminamos
esta introdução realçando que por serem os psicons
o substrato do pensamento, podem ser também os elementos
constitutivos do domínio informacional. Possivelmente há um trânsito do real ao imaginário (salto quântico) e do imaginário ao real (cosmogenia da
massa real), superando a singularidade e, assim como os
buracos negros são admitidos esvaziarem-se em buracos brancos, superando as singularidades r = 2mk/c² (Schwarzshild) ou r = M - (M² - S²/M²)½
(Kerr) e r = 0 (Wheeler e Penrose) de contração da
massa, passando pelas pontes ou buracos de minhoca de Einstein - Rosen.
PSICONS
O psicon é representado por uma onda
plana de velocidade de fase
( 1 )
Esta onda pode ser do tipo

Obviamente
Logo não há
um pacote de onde se possa retirar a velocidade de grupo
(ou velocidade da partícula, no caso de vf
não estar associada à partícula). Resulta que λ
é totalmente determinado. Por Heisenberg

logo para

Igualmente
é
completamente conhecida. Como

resulta

Ainda,
logo

Assim o psicon é indeterminado em posição e
tempo.
Supusemos que m0, a pseudo
massa em repouso, é real. As equações de
transformação de Lorentz dão, para movimento de
referenciais ao longo dos x, que:
( 2.1 ) ( 2.2 )
( 2.3 )
( 2.4 )
Logo
( 3 )
ou
( 3.1 )
É óbvio que tenhamos para as demais componentes da
velocidade da linha de universo:
( 4 )
( 4.1 )
Se a velocidade de afastamento dos referenciais
as relações entre as coordenadas espaciais x1, x2
e x3 e a temporal x4 tornam-se
imaginárias para o observador móvel. Como as
equações de Lorentz são inversíveis, o mesmo se poderá
dizer com relação ao observador fixo. Sendo assim,
o psicon move-se em um espaço-tempo imaginário, desde
que se imaginem instrumentos de medição imaginários a ele
acoplados. Por outro lado, duas componentes de sua
velocidade também são imaginárias, conforme equações (4)
e (4.1). Vamos simplificar a notação, fazendo
;
as equações (3) e (3.1) tornam-se:
( 5 )
ou, para c = 1,
( 5.1 )
Com essa equação, demonstraremos que a existência do
psicon é invariante sob transformação de coordenadas
inerciais. Elevando (5) ao quadrado e dividindo
por c2 obtém-se:

( 5.2 )
Fica evidente que se v > c então v' > c, conforme
queríamos demonstrar, supondo u < c.
O fator de correção relativística é
( 6 )
Façamos
( 7 )
e
( 7.1 )
De (5) obtemos:
(Eddington)
( 8 )
Tem-se que, se M é a massa da partícula no referencial
fixo, .
Logo
,
sendo M' a massa no referencial móvel. Ao
fazermos vem:

logo
( 9 )
Ainda, é interessante observar-se que
β-1
no limite clássico em que
.
Ao multiplicarmos por m0c2
obtemos a energia total clássica
igual à energia de repouso mais energia cinética
conhecida. Por outro lado, através de (9), tem-se:
;
logo a energia total relativística
será
(9.1 )
sendo a energia cinética .
Com (9.1) fica confirmado o resultado (1) para a
velocidade do psicon.
No caso (9), pela dimensionalidade de
M, m0 pode ser
considerado a constante massa em repouso. Por
aquela equação, o psicon surge com a seguinte massa:
(10 )
O gráfico correspondente aparece
abaixo, onde são destacadas as regiões de psicons e
antipsicons

As equações de Lorentz são as únicas
que permitem aos referenciais inerciais manterem
invariante o intervalo métrico:
( 11 )
É evidente que, se v > c, o intervalo
métrico é espacial, não suportando naquela região do
cone de luz linhas de universo ou relações de causa e
efeito. Ao fazermos
obteremos o tempo
próprio:

Logo:
( 12 )
É claro também que
( 13 )
Em conseqüência, a 4-velocidade
é dada por
( 14 )
( 15 )
onde i é obtido por considerações
pseudo-euclidianas em que ,
sendo

na qual o sinal negativo de g44
é devido à propriedade extrínseca em que
( 16 )
Em decorrência as equações de Lorentz
podem ser escritas em sua forma primitiva:
( 17.1 )
(17.2 )
( 17.3 )
( 17.4)
Pode-se generalizar estas equações
para 4-vetores genéricos tais que:
(18 )
Ou ainda
( 19 )
Note-se que os sinais foram
invertidos porque resolvemos obter as componentes do
4-vetor no referencial fixo. Por (9) poderemos
obter a quantidade de movimento e outra expressão para a
energia:
( 20 )
(20.1 )
Daí segue que:

logo
( 21 )
Esta equação terá utilidade futura.
É demonstrável através do princípio
de ação mínima relativística (Landau), que o 4-vetor
quantidade de movimento é dado por:
( 22 )
Aplicando-se a (14) e (15) vem:
( 23 )
( 24 )
Assim, as componentes do 4-vetor
quantidade de movimento incluem também a energia:
( 25 )
Ao passarmos de um referencial de
Galileu a outro através da transformação (19) obtemos:

ou
( 26.1 )
( 26.2 )
( 26.3 )
(26.4 )
A equação (26.4) pode ser reinvertida
de forma a termos
( 27 )
Usando (21) em (27) teremos:
( 28 )
Logo:
( 29 )
Para o psicon podemos ter u v > c2;
logo E' < 0, o que seria absurdo para uma partícula
livre das comumente conhecidas. É óbvio também,
pela equação (2.4) que:
( 30 )
Da mesma forma, se
e a seqüência de eventos passa-se do futuro para o
passado ou com o tempo invertido. Observamos que
( 31 )
Deixamos em aberto a discussão sobre
esse fenômeno.
É ainda interessante chamar a atenção
para o fato da energia total do psicon ser imaginária.
Isso fica claro pela equação (10). Como M é
imaginário e v é suposta ser a componente real da
velocidade do psicon, resulta que
.
Como (v c)2 > c2,
resulta que E é imaginário. Isso não contradiz o
resultado (29), pois estariam em jogo observadores
imaginários (ou puramente psicológicos), que
registrariam energias negativas. Em verdade tem-se
como ponto de partida a veracidade da teoria especial,
apenas completamente transposta para o campo imaginário.
O resultado de (30),
,
redunda em importante conclusão. Tem-se a
entropia dada em Energia/Kelvin, S = K
l nP
e a informação, dada em bit,
.
Formalmente H = -S. No caso, P é a
probabilidade de estado. É fácil entender P.
À medida que P aumenta, a desordem do sistema aumenta
(entropia). A tendência dos processos naturais
isolados seria, a menos de pequenas flutuações,
,
isto é, a desordem aumentaria com o tempo e a
informação diminuiria:
.
Tal processo só seria invertido às
custas de energia adicional, de forma que esta, também
se degradando e somada ao sistema, não inverteria na
realidade o processo como um todo, considerado como
sistema também a fonte geradora da energia adicional.
Há entretanto sistemas que aproveitam a energia externa,
eles próprios, de maneira a inverter realmente o tempo
termodinâmico e o processo evolutivo. São sistemas
que estão aptos a se diferenciar. Os sistemas
biológicos e os psicológicos são exemplos disso.
Explica-se essa aptidão por si mesma ou através de algum
elemento desconhecido que entra em jogo no processo.
No caso de sistemas psicológicos elegemos o psicon como
o quantum informacional que possibilita a diferenciação
progressiva. O fenômeno é da categoria ESP porque,
por exemplo, o sistema deve ser diferencial tendo em
vista o futuro, ou alguma realidade longínqua, ainda que
supraconsciente, e que não pode portanto ser
percebida pelas vias sensórias. Jung dá a esse
processo psicológico o nome de individuação e a
realidade futura faz parte do próprio "inconsciente"
coletivo através de padrões de conduta arquetípicos e
mitológicos. Propomos a existência imaginária do
psicon já que para ele, dt < 0, conforme demonstrado
igualmente para o processo psicológico.
Evidentemente,
,
segundo as relações de sinal.
Mui provavelmente o sistema
psicológico tem duas vias de percepção. Uma que
absorve energias reais por vias sensoriais e outra que
absorve energias imaginárias via ESP ou pensamento
direto. A segunda permite que a primeira evolua
também para processos informacionais e neguentrópicos.
É notável ainda que, por serem matematicamente
imaginários, os quanta informacionais não interagem com
partículas reais, sendo portanto indetectáveis por
nossas aparelhagens. Pode ser que estejamos
envolvidos por um gás de psicons sem que os ponteiros
dos nossos aparelhos sofram qualquer deflexão.
Postulamos ainda que os psicons não possuam carga
elétrica. Caso contrário já os teríamos percebido.
Sabemos que as equações de Maxwell que descrevem o campo
magnético podem ter seus símbolos elétricos e magnéticos
trocados sem perda de consistência. Como resultado
dessas operações de troca de símbolos, aparece uma
partícula, o monopólo, quantum magnético, com massa de
69x a do próton. A Grande Teoria Unificada, GTU,
de Poliakovski, assume que, à exceção do gravitacional,
todos os demais (nucleares e eletromagnético), no início
da formação do universo, constituíam-se um campo único,
chamado GTU.
Se o campo GTU fosse real, o monopólo
existe, segundo Poliakovski. O monopólo foi
detectado por Cabrera, em SRI, numa câmara de He, este
ano. Com isso, reforça-se a teoria GTU.
Partindo desse pressuposto é que postulamos, pela
inexistência de carga elétrica no psicon, a inexistência
de outros campos associados pela teoria GTU. A
cinemática e a dinâmica dos psicons seriam de natureza
exclusivamente gravitacional e admitimos que seu spin
seja nulo, formando os psicons partículas livres
reguladas pela estatística de Bose (Bósons), nas quais
não há limite para ocupação de níveis energéticos, não
valendo o princípio de exclusão de Pauli.
Um estudo sobre transmissão de
psicons e gradientes de excitação psicológica, sob a
forma de bósons, aparece detalhado em Sarti.
Gostaríamos de exalçar ainda a
propriedade cosmogônica dos psicons. Fred Hoyle
admite que a matéria seja criada do nada. Por
nosso lado, admitimos que nem a produção de pares
elétron-pósitron a partir do raio gama nem os universos
em reprocessamento sejam a solução para a criação da
matéria real. A primeira hipótese rejeitamos
porque só ocorre nas proximidades de um campo nuclear.
A segunda por não definir de onde surgiu a massa que se
reprocessa. Propomos que a matéria real tenha
origem nos psicons. Matematicamente, a função

pode ser equiparada a
.
O desenvolvimento em série de Laurent dá
(Butkov).
O único pólo ocorre para θ = 0, isto é para v = c. Logo o resíduo é 1. Por Cauchy, conforme
Teoria da Relatividade Histórica.

Inversamente,
.
Dessa forma consegue-se contornar a
singularidade e, sendo real o resultado integral tomada
da direita para a esquerda no diagrama.
Acreditamos que, devido aos campos gravitacionais
psicônicos (reais para psicons apenas), massas
psicônicas sejam injetadas no universo real, talvez em
cumprimento a um programa preestabelecido (arquétipo ou
superconsciência) e modificável pela vontade humana
(pensamento com afeto). Esta seria uma derivação
da teoria de Hoyle, apenas sofisticada pela introdução
de um elemento metafísico original,, o quantum psicônico
de informação.
Em resumo, a energia proviria da
informação. Por viajarem contra o "tempo" os
psicons podem ser portadores de informações futuras,
violando a lei de causa e efeito e viabilizando a
precognição. Dentro dos conceitos atuais,
entretanto, não bastaria que existissem os psicons.
Os diagramas de Kerr-Penrose, para os quais é exigido
buraco negro rotacional para que não haja violação da
velocidade da luz, falham em seu intento de
representarem universos em interligação energética.
Basta que dois universos idênticos possuam alguma
defasagem temporal para que os eventos de causa e efeito
de um surjam antes da causa do outro, a menos que a
interligação não seja física. Nossa hipótese é
que, em sendo partículas de informação pura, os psicons
sejam elementos-ponte entre estruturas comuns onímodas,
ECO, universos idênticos em tudo, como pressupõe Penrose
através do complexo buraco negro - buraco branco.
Já demonstramos anteriormente (ver bibliografia e
Butkov), que as funções de probabilidade são expansões
do delta de Dirac, uma "função" totalmente causal do
tipo

Entretanto, se a probabilidade é um
fato de natureza aleatória, os universos em
reprocessamento seriam constantemente reprogramados,
inclusive o nosso universo, seguindo um dispositivo de
poder automático. Nesse caso, seria possível que o
passado histórico fosse diferente do passado individual
armazenado em memórias individuais e em "memórias
marcadas no presente". Então poderiam ocorrer
absurdos, tais como estarmos permanentemente defasados
na História e dos fatos futuros a que ela naturalmente
conduziria. Na verdade, o que nos salvaria do caos
absurdo entre comportamento e meta seria o psicon,
elemento fundamental na sistematização da informação
nova, neguentrópica.
Finalmente, assim como
matematicamente, pela teoria de Cauchy, conseguimos
superar a singularidade c, a mesma coisa poderia ser
feita com a ajuda de buracos negros, por sua vez capazes
de gerar psicons por transformação de matéria real, com
massa em repouso real, em matéria imaginária. O
horizonte de eventos do buraco negro de Schwarzschild,
,
se aplicado à gravidade de Einstein,

aponta para uma aceleração infinita
no horizonte. Assim quaisquer partículas de massa
real, ao se aproximarem do horizonte, ganham velocidade
se não infinita, ao menos >c.
Se tais partículas fossem táquions
(Dhurandhar), no conceito de Feinberg,
seriam repelidas pelo buraco negro. Nossa
suposição, todavia, é de que a metamassa de repouso é
real. Assim, partículas reais ganhariam
velocidades superlumínicas e transformar-se-iam em
psicons. Não há alternativa pois, do contrário,
por menor que fosse a partícula, se não superada a
singularidade de Einstein, o universo seria
instantaneamente colapsado pela atração de uma massa
infinita. A apresentação de Goldoni
parece resolver o problema, mas suas premissas são
falhas.
Finalmente, as técnicas de
"very-long-baseline interferometry" (VLBI), criadas por
Readhead, de Caltech, já parecem indicar quasars nos
limites do universo observável, a velocidades superiores
à da luz. As técnicas empregadas são refutáveis
(Rees) porém de qualquer forma fica a pergunta:
superado o limite do universo observável, velocidade do
quasar maior que a da luz, que aspecto tomaria a matéria
real? Nossa resposta é: de acordo com a
fórmula de Einstein, porém contornada a singularidade,
os quasars reais transformam-se em psicons e deixam de
interagir com o universo da realidade física.
Passam a ser elementos psicológicos, de informação e o
reprocessamento é estabelecido. Psicons pipocando
matéria e matéria pipocando psicons.
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